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Notícia | Mercado

Publicada em 16 de agosto de 2018 às 17h34

Cerri explica teto salarial e perfil de contratações do Bahia

Sem salários altos e medalhões, Diretor falou sobre o trabalho feito pelo clube no mercado

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

O Bahia tem se notabilizado por buscar adquirir atletas em detrimento de inchar o elenco com atletas emprestados. Segundo Diego Cerri, diretor de futebol tricolor, este é o perfil de contratações adotado pelo clube desde 2016, que emplacou de vez em 2018 e que vai se prolongar nos próximos anos.

Em entrevista ao canal ESPN, Diego Cerri explicou o perfil do Bahia no mercado de transferências, revelou qual é o teto salarial para jogadores e a folha mensal de salários do clube, o que está ligado diretamente com a montagem do elenco.

"Nosso teto é de aproximadamente de R$ 150 mil. Os gastos com comissão técnica e elenco são de R$ 3 milhões por mês. Para manter um orçamento equilibrado, não temos um elenco inchado. Temos 28 jogadores. Acho importante porque utiliza todo mundo e ninguém fica à margem do processo e não tem desperdício financeiro. Facilita para o treinador comandar um grupo menor", revelou o dirigente tricolor.

Diego Cerri foi peça importante nas conquistas recentes do Esquadrão, como o acesso à Série A em 2016, o título da Copa do Nordeste de 2017, do Baiano de 2018 e das atuais campanhas na Sul-americana e Copa do Brasil. Em meio à reestruturação do clube e reafirmação no cenário nacional, o Bahia deixou de lado a cultura de contratar jogadores veteranos e com salários altos.

"O primeiro foi quebrar a cultura de contratar jogadores renomados, mas em fim de carreira, do Sul e Sudeste. Nada contra, mas precisávamos rejuvenescer o elenco e diminuir o teto salarial. Coisas que o clube não tinha como sustentar e não era possível manter os salários em dia", disse.

Em contrapartida, o perfil do clube no mercado é de buscar jogadores que cheguem para reforçar o elenco e possam disputar a posição de titular a qualquer momento da temporada - de preferência com direitos ligados ao clube e não simplesmente por empréstimo.

"A ideia é tentar ter características mais de força e velocidade e transição rápida. Tentar ao mesmo tempo trazer os jogadores como ativos do clube. Hoje temos apenas cinco jogadores emprestados: Clayton, Allione, Edson, Kayke (que já deixou o clube) e Léo. O Gregore foi emprestado pelo São Carlos, mas com opção de compra. Ele já foi comprado em definitivo. Isso é importante. A ideia pra próxima temporada é manter isso, porque temos algumas boas chances de mercado. O importante era entender o momento do clube e construir um patrimônio para o clube com os jogadores. Que na saída poderiam ser vendidos e gerarem receitas. Queremos jogadores com perfil com vontade de vencer. Tentamos identificar o que a torcida aceita dentro clube, que tenha o DNA do Bahia. Um time agressivo na marcação principalmente dentro de casa, que saia de forma rápida e que não mostra passividade dentro de campo contra os adversários", contou.

Como as contratações são definidas?

"Contratamos jogadores com perfil diferente. Trouxemos esse ano o Flávio, que jogou o Paulistão pelo Santo André, o Paulinho, lateral do Santo André que jogou pelo São Bento a Série B. Ano passado trouxemos o Zé Rafael. Para isso, usamos muito do nosso departamento de análise de desempenho, foi algo que procurei incrementar e valorizar ainda mais".

E a base?

"Parte do nosso trabalho foi reestruturar as categorias de base, que são muito importantes para darmos jogadores para o profissional e depois gerarmos receitas para o clube. Vendemos o Jean ao São Paulo e o Juninho Capixaba ao Corinthians ano passado".

Em 2018, o Bahia contratou os goleiros Douglas e Fernando Castro; os laterais João Pedro, Nino, Bruno, Léo, Mena e Paulinho; o zagueiro Douglas Grolli; os volantes Nilton, Elton, Flávio e Gregore; o meia Allione e os atacantes Élber, Clayton, Kayke e Gilberto.

Destes 17 reforços contratados exclusivamente para o time principal - sem incluir jogadores que chegaram para o sub-23 - apenas João Pedro, Mena e Kayke deixaram o clube. Os dois primeiros foram vendidos e renderam lucro ao Bahia, enquanto o centroavante rescindiu contrato nesta semana.

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